Novos Tempos, Novos Rumos

Março 25, 2006

Amigo(a)s, e Companheiro(a)s;
A Partir de hoje o Tadechuva continua aqui. O velho projecto esgotou-se com a saída do Paulo Querido ( olá meu grande amigão) da Weblog. O amigo Zecatelhado fez-se à vida, “comprou outro apartamento” e cá está já instalado com o mínimo de conforto indispensável. Tenham lá um bocadinho de paciência e mudem o link ! eh,eh,eh!
Isto ainda vai dar um bocadinho de trabalho a transportar e arrumar TUDO do velho Tadechuva para aqui, mas vai com tempo e paciência.
Um @bração a todos vós, sendo que o ZECA continua a ser o Zeca, só que desta vez ZECADANAU.

Bem ajam.

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Lá Vem a Nau Catrineta (68)

Março 23, 2006

Lá vem a Nau Catrineta
que tem muito que contar
esta nau, diz o poeta
El-Rei a mandou armar
e de Rosa a fez zarpar
para uma nova demanda
é D. José quem comanda
a barquinha em alto-mar
dessa odisseia sem par
de loucos navegadores
ouvi agora senhores
outra estória de pasmar

Já com a família real
na Catrineta instalada
a Raínha e D. Aníbalo
o gato, o cão e a criada
a governanta anafada
o mordomo e o jardineiro
o periquito e o cocheiro
o segurança à entrada
deu a barca uma guinada
com tanta força a estibordo
que os que estavam a bombordo
malharam contra a amurada

“…Ó meu Shumacher frustrado
da caravela real
acaso tu estás drogado
meu estúpido animal?!
deves ter ido ao Casal
à barraca do Vassalo
comprar meia de cavalo
e a meia caiu-te mal?
espera aí ó meu pardal
meu carocho safardana
vou-te tocar a pavana
e fazer o funeral!…”

“…Alto e pára o bailarico
ó Rambo da Serafina
se te armas em manjerico
chupas já uma em surdina
vê lá se essa tola atina
que o homem sabe o que faz
há que fazer marcha atrás
e pôr a nau à bolina
acaso alguém imagina
nenhum de vós eu presumo
qual é o caminho ou rumo
que será dado à “menina”?

O que disse El-Rei Aníbal
quando foi entronizado?
que assim logo que possível
a mim seria ordenado
que levasse com cuidado
a nau a porto seguro
por isso aqui vou e juro
que cumprirei o mandado
eu e todo o almirantado
desta barquinha real
que é de El-Rei de Portugal
tal qual como reza o fado…”

D. José, o Capitão
falava, voz seca e dura
pés bem assentes no chão
mãos pousadas na cintura
entrou na ponte na altura
em que a manobra era feita
a nau virava à direita
na mão hábil e segura
da esguia criatura
que ao leme estava plantado
tendo o seu rosto embuçado
com om gorro de lã pura

“…Desculpe lá Capitão
a malta estava a brincar
mas bati com o cú no chão
quando o gajo a fez guinar
agora estou a topar
-perdão se sou indiscreto-
é um agente secreto
quem a nau vai a guiar?!
poderei eu perguntar
-por favor não leve a mal-
continua o Carnaval
ou há baile a preparar?!…”

“…Podes, podes marujinho
só que eu não vou responder
pensas que és engraçadinho?
pois então fica a saber
que adivinhe quem souber
vai à bruxa ou chama a fada
de mim não saberás nada
não sei se estás a entender
se o embuçado quiser
que se revele à geral
até lá meu animal
fica o mistério a moer…”

Virou costas D. José
retrocedendo o caminho
deixando o pobre do André
ali a falar sozinho
juntando-se num molhinho
alguns quantos da ralé
devagar, pé-ante-pé
e sussurrando baixinho
chegaram mui de mansinho
ao homem do leme à ré
que ali estava de pé
firme e hirto, direitinho

O mistério era total
quem seria o mascarado
e porque estava afinal
ao leme um gajo embuçado?!
nisto um miúdo danado
teve uma ideia brilhante
e logo ali naquele instante
chamou os outros do lado
com ar entusiasmado
disse p’rós seus companheiros:
“…camaradas marinheiros
querem isto desvendado?…”

Sentou-se sobre uma amarra
fincou-se em pose fadista
e pegando na guitarra
logo ali ergueu a crista
o miúdo era um artista
um talento de verdade
estava na flôr da idade
e tinha tique bairrista
com o embuçado à vista
soltou a voz melodiosa
qual João Freire da Rosa
no fado da reconquista

A turba ficou espantada
de olhar extasiado
aquela voz cativava
que bem que cantava o fado
foi então que o mascarado
também se deixou levar
decidindo acompanhar
o miúdo no seu fado
perante a admiração geral
descobriu-se o embuçado
era El-Rei D. Aníbal
houve cavanço geral
ficou o fado estragado


Lá Vem a Nau Catrineta (67)

Março 22, 2006

Lá vem a Nau Catrineta
que tem muito que contar
esta nau, disse o poeta,
Portugal a navegar,
D. Jorge a mandou zarpar
p’ra uma nova demanda
e é D. José quem comanda
a barquinha em alto-mar
da Odisseia sem par
dos loucos navegadores
ouvi agora senhores
uma estória de pasmar

Estava a Nau engalanada
festões, flores e lacinhos
trique-traques e estalinhos
não estava faltando nada
banda e música afinada
copos, pratos e talheres
dos tenentes aos alferes
dos cabos à marujada
dos porões à amurada
o cheiro a festa no ar
puseram uma vaca a’ssar
e dez leitões da bairrada

A nobreza e o clero
vinham prestar mordomia
a D. Cavaco “O Austero”
que ao trono da Nau subia
quanto à ralé, só queria
era farra, vinho e pão
carne de vaca e leitão
coisas que ela não comia
há bué, Virgem Maria!…
já que aquilo que ganhava
mal p’ra pão e água dava
no penar dia-a-dia

D. Jorge, o rei que cessava
ia ser condecorado
acto vulgar e estafado
a que já ninguém ligava
nem tão pouco se importava
sendo coisa tão banal
houvera besta animal
que não fosse agraciado?
por estar tão vulgarizado
até a’nedota correra
que o medalheiro morrera
completamente estafado

Fraco e avesso à glória
deste rei pouco ficou
dos fracos não reza a história
alguém um dia afirmou
se em algo se destacou
foi no caso de Timor
aí sim teve valor
em tudo o resto falhou
Ah! a malta também gostou
da sua face humanista
e das lágrimas que à vista
de toda a gente soltou

Assim, rei morto – rei posto
e aí vem D. Cavaco
ar austero, que não gosto
olhar cínico e velhaco
tem queixinho de macaco
olhos piscos de toupeira
pernitas de sapateira
pescoço de guanaco
nariz que parece um taco
dos que há no baseball
voz de belfo em si bemol
cujo timbre é muito fraco

É saloio, ponto assente
campónio feito doutor
sem ofensa ou desprimor
para essa honrada gente
que luta galhardamente
pelo pão do dia-a-dia
“campónio” entre aspas, diria
que é muito mais concludente
assim sendo vou em frente
falando deste algarvio
que me causa um arrepio
sempre que passa à tangente

No mau gosto é bem casado
vêde a Cavaca Maria
p’ra ela azul e encarnado
serão cores em sintonia
quanto aos sapatos dizia:
“Quero-os azuis, côr de mar
ficam-me bem, a matar
como à Raínha Sofia
“desta “campónia” algarvia
uns dizem que no passado
o seu marido malvado
lhe dava um estalo por dia

Foram morar em Belém
Possolo virou passado
rei e raínha estão bem
é em palácio murado
mas estou preocupado
sabem vocês com o quê?
com as varandas, já se vê
esperai só mais um bocado
aposto já foi chamado
o bom mestre serralheiro
para as fechar por inteiro
de alumínio anodizado


Lá Vem a Nau Catrineta (66)

Março 3, 2006

Lá Vem a Nau Catrineta
Que Tem Muito Que Contar…

De rosa se fez zarpar
para uma nova demanda
é D. José quem comanda
esta Nau em alto mar
dessa odisseia sem par
de loucos navegadores
ouvi agora senhores
outra estória de pasmar

Ordenança: Meu Capitão dá licença?
D. José: Podes entrar ó Proença e a seguir fecha a porta que não me quero constipar.
Ordenança: Eu já vos ouvi espirrar, não estareis já constipado?
D. José: Tenho é um macaco agarrado bem no cimo do nariz.
Ordenança: Podeis fazer como eu fiz…
D. José: ???!!!…
Ordenança: Fui buscar uma banana, depois mostrei-a ao sacana e zás!… foi logo ali agarrado, eh,eh,eh!
D. José: Hoje estás muito engraçado, andaste nos copos hã?
Ordenança: Juro que desde a manhã ainda não bebi nada.
D. José: Vamos parar com a tourada e falar de coisas sérias, tarda nada vou de férias e quero a coisa despachada. Vai-me chamar quanto antes o Tenente Mariano.
Ordenança: Um Tenente bem bacano…
D. José: Que venha cá num instante.
Ordenança: É p’ra já meu comandante.
(…)
Ordenança: Meu Capitão dá licença? Está aqui D. Mariano a quem mandaste chamar.
D. Mariano: Não me diga que há azar!…
D. José: Ainda me vou constipar, FECHA-ME A PORTA Ó PROENÇA!… É que estas correntes de ar…
D. Mariano: Você mandou-me chamar?
D. José: Quero ouvir o que é que pensa essa bendita carola, já que é a mais brilhante tola que existe neste navio.
D. Mariano: Grato pelo elogio, podeis pois chutar a bola.
D. José: Então escuta Mariano: Anda para aí um bacano que me pretende convencer da vantagem, estás a ver?, que a energia nuclear à barca pode trazer. Como deves entender, nestas coisas sou um zero, por isso peço e espero que ajudes a resolver.
D. Mariano: Estou a ver, estou a ver… que achais à primeira vista?
D. José: Não tenho a mínima pista, não sei se é bom ou se é mau. Eu sou das engenharias, mas aquilo que é verdade é que a minha especialidade são as sanitas… e pias!
D. Mariano: O chamado saneamento…
D. José: Isso, esgotos para vazamento da caca que a gente faz.
D. Mariano: Vamos ver se sou capaz de o poder ajudar.
D. José: Que achas do nuclear, será ou não vantajoso?
D. Mariano: Hoje é bem menos perigoso do que aqui há um tempo atrás.
D. José: Mas que vantagem nos trás?
D. Mariano: Dei um dia a D. Burroso essa resposta, aliás…
D. José: Ai o olho de goráz já te havia sondado?!
D. Mariano: Uma vez que fui chamado a prestar opinião.
D. José: E que lhe disseste então?
D. Mariano: Que era assunto delicado e há que pesar muito bem se o risco é compensador, tendo ao nosso dispôr outros tipos de recursos.
D. José: Ou seja: Não sermos ursos e comprar sem pensar bem?
D. Mariano: Isso mesmo, ora aí tem! Sendo um país em que o vento pode ser aproveitado, barragens por todo o lado e sol a todo o momento…D. José: … costa a todo o comprimento que permite aproveitar a energia constante que são as ondas do mar…D. Mariano: Vejo que está a topar muito bem o que eu lhe digo.
D. José: … E por mais segura há o perigo do desastre nuclear
D. Mariano: Era aí que ia chegar: Embora mui mais segura a cisão ainda é hostil, lembre-se de Chernobyl, uma prova pura e dura. Ainda hoje a morte perdura na terra contaminada onde não cresce mais nada, morreu tudo nessa altura.
D. José: Bem… depois dessa pintura no quadro que apresentaste, do modo como falaste… já formei opinião…
D. Mariano: E?…
D. José: … E não creio haver razão que justifique ordenar que a central nuclear tenha base neste chão. Enquanto existir cisão não vale a pena arriscar, talvez possamos falar entrando em cena a fusão.
D. Mariano: Portanto é NÃO Capitão?
D. José: Claro, estou elucidado. Lembro que ainda há bocado estava eu a fazer contas, e tinha-as quase prontas, confesso estava tentado, mas agora iluminado por tão brilhante carola, revivo o grito da escola:
NUCLEAR? NÃO, OBRIGADO!


No Solar da Rosa (8)

Março 2, 2006

março 02, 2006
* No Solar da Rosa
O SOLAR DA ROSA

Nesta tasquinha bizarra
de ambiente bem sadio
ao doce som da guitarra
canta-se o fado vadio

Apresentador: Meus senhores e minhas senhoras, respeitável público, a todos muito boa noite. Bem vindos ao “Solar da Rosa”, este mediático espaço taverno-cultural…
Um do Público: Ouve lá pá, mas esta merda é algum ritual litúrgico?…Pôrra!… Vê lá se inovas ó meu!… Deixa lá os cházinhos de circunstância e passa à acção!
Outro: Yes, é isso mesmo, cala-te lá o meu paralelipípedo rectângulo, tu e os teus discursos geométricos…
Ainda Outro: Paralelipípedo, eh,eh,eh,eh! com tanto afago no cimo do discurso ainda vira mas é pirâmide!
Plateia: Eh,eh,eh,eh,eh,eh! Vai-te embora ó iaque dos Himalaias!
Apresentador: Meus senhores por favor! Eu só estou a fazer o meu trabalho…

(Perante a gravidade da situação, na eminência de rebentar um serrabulho à moda antiga, Bábá Guimarães, que se encontrava nos bastidores a seguir a cena, decide tentar acalmar os ânimos entrando em palco)

Bábá: Calma por favor!…
Plateia: Ahauuuu!!!!
Bábá: Ó meus amigos, então? Haja civismo!… Porquê tanta agressividade contra um homem honesto que só está a exercer o seu trabalho?…
Um do Público: Ó beldade do Estoril, mas não vês que o gajo é uma melga, sempre com aquela ladaínha monocórdica de igreja? a malta passa-se pá!
Outro: Bem… se fosses tu, eh,eh,eh!…
Ainda Outro: Podia ficar aí o resto da noite que a malta não se chateava nada, eh,eh,eh!
Plateia: FICA! FICA! FICA!
Bábá: Muito obrigada pelo elogio mas quero pedir-vos um favor, posso?
Plateia: PODES!
Bábá: Agradecida. Deixem lá o senhor acabar o trabalho dele sem o interromperem ou insultarem, está bem? Prometem?
Plateia: ESTÁ! PROMETEMOS!
Um do Público: E nós podemos pedir-te uma coisa a troco?
Bábá: Depende, o que é?
O Mesmo: Mostra aí à malta a etiqueta da tua langerie interior, eh,eh,eh!
Plateia: YES! MOSTRA, MOSTRA, MOSTRA!…
Bábá: Se se portarem bem prometo que vou pensar nisso.
Plateia: PROMETEMOS!!!
Bábá: Então vou pensar. Até lá deixem correr normalmente o espectáculo sem arranjarem confusões.
Plateia: DEIXAMOS!!!

(Sai a Bábá debaixo de uma salva de palmas enorme, bocas, galanteios e assobios de bicho-homem. Volta a entrar o apresentador)

Apresentador: Os meus agradecimentos à Bábá e à vossa “compreensão”. “The show must gon”; passo a apresentar o primeiro artista da noite. Para gáudio desta maravilhosa plateia, senhores e senhoras, na minha e na vossa presença: Jorge Sampaio!

Jorge Sampaio: Muito obrigado a todos pá, pela vossa gentileza pá, estou até muito comovido pá…
Um do Público: Não vais começar a chorar pois não pá?
Jorge Sampaio: Já estou a lacrimejar…
Outro: Epá, não chore aqui. Tome lá um lencinho para se assoar e limpar o cloreto de sódio.
Jorge Sampaio: Obrigado pá, é a comoção pá, eu sou um tipo muito sensível pá…
Plateia: NÓS SABEMOS!
Jorge Sampaio: Ai sabem?!…
O do Lenço: Sabemos, mas dá cá o lencinho e não te faças esquecido.
Outro: Estes artistas são todos iguais, distraímo-nos e metem o que é nosso ao bolso, eh,eh,eh!
Jorge Sampaio: Bem… então vou cantar hoje pá um fado especial que encomendei a quem percebe da poda pá, de modo a marcar o meu adeus aos palcos pá. Consultei o Zecatelhado pá e o gajo pá disse-me pá que era giro pá, misturar dois temas que foram sucesso pá, o “dez anos” do Paulo de Carvalho pá, e o “tenho uma lágrima” do Bonga pá. Como ambos se prestam ao ritmo fadista pá, eu gostei pá, experimentei pá, e gostei pá. Com o acompanhamento do pessoal da casa pá, à guitarra o Avô Almeida, à viola o Tio Jerónimo, no baixo o Minorca Mendes e no baixo mais que baixo a Anã Droga pá, cá vai pá.

(gemem os instrumentos e Sampaio abre)

Dez anos, é muito tempo
muitos dias e horas a bocejar
dez anos, é muito tempo
vou-me embora porque estou quase a chorar

Tenho uma lágrima no canto do olho }Bis

Distribuí medalhas a rodos
comendas, serviços distintos até mais não
mas o que eu queria era dar uma a todos
mas o nabo do medalheiro não dava vazão

Tenho uma lágrima no canto do olho }Bis

Dez anos, é muito tempo
muitos dias e horas sem fazer nada
dez anos, é muito tempo
o Cavaco que aguente a xaropada!

Tenho uma lágrima no canto do olho }Bis

Plateia: Bravo! Ah, fadista! Boca linda!…
Jorge Sampaio: Obrigado a todos pá, e até um dia destes pá que até lá pá tenho muito que fazer pá!

(Sai de cena sob uma enorme ovação e entra a Bábá)

Bábá: Muito bem, estou muito contente, portaram-se lindamente…
Um do Público: E então a etiqueta?
Bábá: Calma! Agor vamos à segunda parte do espectáculo. À imagem do final do concurso televisivo “A Herança”, vamos nós fazer aqui o nosso. Eu darei as cinco palavras chave e os nossos convidados vão ter que adivinhar. E os nossos convidados são: Pedrinho Santana, Paulinho Portas e o meu rico maridinho Manel Maria….
(Público aplaude a entrada dos concorrentes)
…Ora bem, o Paulinho vai para a direita, o Pedrinho para o centro e o meu Manel para a esquerda. Preparados?
Trio: Preparados!
Bábá: CALOR, SUOR, DOR DE CABEÇA, COMPRIMIDO, MARGARINA VAQUEIRO….
…E o primeiro a entregar a resposta foi o Paulinho. O que é que aqui está escrito?… CATHERINE DENEUVE?! Explique lá porquê.
Paulinho: Então é assim:
Calor: Era o que eu sentia ao enfiar a cabeleira para ir ao Parque.
Suor: Era o que acontecia ao fim de cinco minutos de a ter enfiada.
Dor de Cabeça: Sempre que avistava um carro da bófia nas redondezas.
Comprimido: A única coisa que me fazia passar a dor de cabeça.
Margarina Vaqueiro: Besuntava o elástico da cabeleira com ela porque me evitava a alergia.
Plateia: Ah,ah,ah,ah,ah,ah,ah!
Bábá: Tudo isso pode ter muita lógica mas não é a resposta certa.
Concorrente seguinte, Pedrinho.
Pedrinho Sexo!
Bábá: Como?!
Pedrinho Sexo, minha linda!
Plateia:Uauhhhhhuuuu!!!!!
Bábá: Justifique então.
Pedrinho O.K. então aí vai:
Calor: É o que sinto quando olho para as tuas pernas.
Suor: É o que acontece quando olho para o teu decote.
Dor de cabeça: Convencer-te a fazer coisas malucas comigo.
Margarina Vaqueiro: Lembras-te do “O Último Tango em Paris”?
Comprimido: Tem que ser porque detesto preservativos.
Plateia: Ah, Tigre, eh,eh,eh,eh,eh!
Bábá: Porco, mal-educado, boçal… ó Manel e tu não dizes nada a este D. Juan do Tirol?
Manel Maria: Ai digo digo minha querida: Ouça lá ó seu parvalhão, fique desde já sabendo que não o vou cumprimentar à saída, ore tome!
Pedrinho: E eu ralado!… Ó meu manjerico, eu não gosto de homens, estou-me lá a borrifar para isso!
Paulinho: Homens?!…alguém falou em gostar de homens?!…
Bábá: Foi o menino Pedrinho.
Paulinho: O Pedrinho?…mas,… ó Pedrinho, tu nunca me tinhas dito nada…
Pedrinho: Cala-te lá ó meu submarino a carvão de pedra…
Paulinho: Sub…EU?!…
Manel Maria: O senhor é um bruto, senhor Pedrinho!…
Pedrinho: Cala-te também ó meu periquito da Papuásia!… E dá Deus nozes a quem não tem dentes, tchhhh!!!!…
Manel Maria: Não tenho dentes?! (abre a boca) Tenho trinta e dois, olhe aqui, dezasseis em cime e dezasseis em baixo, seu, seu… caluniador!
Bábá: ´ÓH!… mas que criatura mais ordinária… Óh!!!! ( desmaia e cai redonda no chão como uma tábua de solho, subindo-lhe o vestido até à cintura na queda)
Plateia: A ETIQUETA! A ETIQUETA!!!!

(Correm em tropel direitos ao palco para ver de perto a cena. Pedrinho, que estava mais próximo da Bábá, ajoelha junto a ela e tenta reanimá-la com respiração boca a boca. Vendo isto, Manel Maria enfia-lhe o palanque de casquinha pela cabeça abaixo e engalfinham-se os dois. Paulinho foge a gritar por socorro porta-fora. Chega a polícia de choque e arreia à moda antiga em tudo que seja cabelo e mexa. Como sempre, o apresentador e os músicos escondem-se atrás das bambolinas. Entra o INEM e leva a Bábá)

Apresentador: Já podemos sair, não há ninguém.
Avô Almeida: Desta vez a culpa não foi do público, que até se estava a portar muito bem desde que a Bábá fez uso do diálogo. Eu sempre disse que o diálogo…
Tio Jerónimo: Está bem avôzinho, a culpa foi dos políticos da direita trauliteira. Eu sempre disse que a direita…
Minorca Mendes: Cale-se lá o Tio Jerónimo e cuspa lá a cassete que estamos na hera dos D.V.D. …
Anã Droga: Desta vez concordo com o Minorca Mendes. Como eu há muito afirmo, a cassete estalinista devia estar é no museu das antiguidades…
Apresentador: Calem-se é vocês todos que já não aguento tanto disparate junto.
Músicos: O.K., O.K., não bata mais que de pancada já bem basta o que bastou.
Anã Droga: Mas afinal… quem é que ganhou?
Apresentador: Ninguém!
Minorca Mendes: Mas então?!…
Apresentador: Então o quê?
Tio Jerónimo: Mas você sabia a resposta?!
Apresentador: Pois claro que sabia, foi a Bábá quem ma segredou antes do espectáculo.
Avô Almeida: Qual era, qual era?
Apresentador: GRIPE!
Tio Jerónimo: Gripe?!… gripe das aves?
Apresentador: Qual gripe das aves, você é que me parece uma boa ave… e das raras!… GRIPE!
Anã Droga: Pronto, está bem… mas?!…
Apresentador: O que é que foi?
Anã Droga: Não entendo uma coisa: Todas menos uma têm a ver directamente com a gripe, concordo, mas há uma que, confesso não estar a ver…
Apresentador: Qual?
Anã Droga: O Calor, o Suor, o Comprimido e a Dor de Cabeça… muito bem mas…???!!! A Margarina Vaqueiro onde é que entra nesta história?!
Apresentador: Não entra.
Anã Droga: Não entra?!… Não estou a perceber… então se não entra porque é que lá está?!
Apresentador: A Margarina Vaqueiro era só para despistar!