No Solar da Rosa (6)

Janeiro 26, 2006

janeiro 26, 2006
* No Solar da Rosa
O SOLAR DA ROSA

Nesta tasquinha bizarra
de ambiente bem sadio
ao doce som da guitarra
canta-se o fado vadio

Apresentador: Ora muito boa noite minhas senhoras, meus senhores, respeitável público. Sejam muito bem vindos ao Solar da Rosa. Esta noite vamos ter para começar, um artista do fado choradinho que está a ser um tremendo sucesso de vendas. Foi muito difícil à direcção desta casa trazê-lo aqui, já que nos últimos dias tem estado assoberbado quanto baste a arrumar tralhas para a mudança de estúdio, mas com a persistência e o profissionalismo que é lema desta casa, lá o conseguimos “sacar” dos seus muitos afazeres de momento…
Um do público: Ó pá, deixa-te lá de merdas e passa à acção!
Outro: Pois claro! Nunca vi um gajo tão pindérico como tu. É só flores ó meu, pareces um jardim!…
Plateia: Eh,eh,eh! boa, boa! Cala-te ó troglodita do paleolítico inferior e põe lá o homem a cantar que é para isso que a malta pagou bilhete!
Apresentador: Calma meus senhores!…
Público: Qual calma qual caraças, vai-te mas é embora e põem o homem a cantar!
Apresentador: Se assim querem… quem manda é o público, eh,eh,eh!… Senhores e senhoras, o grande, grande, grande…Aníbal Cavaco Silva!
Como sempre teremos à guitarra o Avô Almeida, à viola o tio Jerónimo, o Minorca Mendes no baixo e no baixo baixinho a Anã Droga.
( Público aplaude. Entram os guitarristas e logo a seguir o fadista Cavaco).
Cavaco: Obrigado a todos, muito obrigado. É com imenso prazer que estou aqui perante vós para interpretar um fadinho choradinho à portuguesa. Com letra desse grande amigo reencontrado, Alberto João Jardim, e música do fado que lhe deu nome: O FADO DO 31!

(aplausos) (entram as guitarras) (Cavaco canta)

Olarilolela, como o je não há ninguém
tudo quis em Portugal o Cavaquinho em Belém }Refrão
Olarilolela, como o je não há nenhum
de Monção a Boliqueime foi um rico trinta e um

À porta da sede Rosa
dois tipos encontram dois
juntam-se os quatro e depois
em cavaqueira afanosa
de pronto se azeda a prosa
Mário, Manel outro alguém
qual deles para Belém
não se entendem nem por nada
desata tudo à lambada
ó que sorte desditosa

Aiiiii!!! }refrão

Um homem que quer granel
dentro do próprio partido
deixa tudo dividido
entre o Soares e o Manel
e eu fazendo o papel
de anjinho do além
fui aterrar em Belém
lá diz o velho ditado
às vezes o mais calado
é quem vai provar o mel

Aiiiii!!!

Olarilolela, como o je não há ninguém
tudo quis em Portugal o Cavaquinho em Belém
Olarilolela, como o je não há nenhum
de Monção a Boliqueime foi um rico trinta e um

Público de pé: Ah boca linda! Ah fadista! (aplausos)
(Cavaco agradece e sai de cena)

Apresentador: Obrigado a todos, e ainda bem que gostaram. Seguidamente, e para terminar, o grupo coral “Os Derrotados da Vida”, vai interpretar para vós o Requiem de Mozart, em estreia mundial com a letra da Internacional. Palmas para eles!

(público aplaude). Entra o coro, alinha e canta)

De pé ó vítimas do Aníbal
de pé quem não votou Cavaco
mas como é que foi possível
a vitória desse macaco?…

(49,4% do público presente na sala levanta-se e começa a apupar)

49,4% do público: Uhhh!!! vão-se mas é embora ó seus chouriços de Lafões! Uhhh!!! Ai agora ainda vêm para aqui com esse choradinho mete nojo? Uhhh!!!

( começam a voar garrafas, copos, cadeiras e tudo o que está à mão. Mário Soares apanha em cheio com um rissol de berbigão num olho, Manuel Alegre com uma torta de requeijão nas barbas, Francisco Louça com os restos de uma feijoada à transmontana no peito, Jerónimo de Sousa com uma cabeça de leitão made in Bairrada e Garcia Pereira com uma garrafa de Porca de Murça tinto no cocuruto. José Sócrates, sai disparado da plateia agarrado às muletas e sobe ao palco tentando acalmar os ânimos)

Sócrates: Calma meus senhores, tenham calma por favor!…

( Uma das muletas resvala em cima de um monte de gordura de comida, desiquilibra-se e cai redondo no chão. A bagunça é total. O Côro foge e entra a polícia de choque que corre tudo à chinfralhada ).

(Vazia a sala, o apresentador abeira-se de Sócrates que jaz sem sentidos estendido no palco e começa a dar-lhe estaladinhas na cara tentando despertá-lo.)

Apresentador: Senhor Engenheiro, ó Senhor Engenheiro, acorde por favor…

(Cavaco Silva, que ainda se encontrava no camarim aquando da desbunda, entra também)

Cavaco: Então homem, então você nesse estado vai-se armar em herói? Bem, você nos últimos dias deu dois tombos do caraças, um na Suíça e outro nas presidenciais, mas… por favor, convém não abusar, né? Eh,eh,eh!


Lá Vem a Nau Catrineta (58 a 60)

Janeiro 25, 2006

janeiro 25, 2006

De rosa se fez zarpar
para uma nova demanda
é D. José quem comanda
esta Nau em alto mar
dessa aventura sem par
de loucos navegadores
ouvi agora senhores
outra história de pasmar

No camarote encerrado
estava o nosso Capitão
dirigindo a reunião
com o seu almirantado
‘inda à muleta agarrado
olhava p’rá televisão
papel e lápis na mão
e olhar mui concentrado

“Tenho uma fé do diabo
que isto vai correr bem
vamos meter em Belém
no trono real sentado
quem me deixe descansado
a comandar esta Nau
doce como um carapau
tal como El-Rei que é finado”

“Eu também -diz D. Coelho-
tenho uma grande fezada
de que não vai falhar nada
podeis estar certo meu velho
vós sabeis que ao aparelho
sob a mão cá deste mangas
modéstia à parte, sem tangas
não escapa nem um pentelho”

“Calai-vos agora então
que já só falta um minuto
venham champagne e charuto
porque isto já está na mão
honra ao deposto chorão
e viva o novo monarca
que haja festa na barca
e escorra o rum pelo chão”

Abriu-se a porta fechada
e saíram para a ponte
olhando p’rá malta a monte
que no convés aguardava
e a t.v. anunciava:
“…vitória p’ra D. Aníbal
e será quase impossível
haver segunda virada!”

“Urra! Viva! Já ganhámos!
-gritou D. Coelho ufano-
Àh Cavaco! G’anda mano!
limpinho como pensámos
tal como planeámos
foi ponto e nó sem tirar!…
-e bradou a rematar-
…estão feitos, já os lixámos!”

E toda aquela gajada
dava pulos de alegria
que até a ponte parecia
vir abaixo tarda nada
a marinhagem coitada
com cara imensa de espanto
um a um de canto a canto
coçava a mona siderada

“Juro que se perceber
eu engulo os meus chinelos!…
estão loucos estes marmelos
ou estou eu a endoidecer?!
alguém está a entender
o que se está a passar?!…
…alguém pode explicar
o que é que eu estou a ver?!”

“Eu népias, ó camarada
estou tão parvo como tu
estão-nos a mexer no cú
e a gente não dá por nada
tod’esta festa danada
levando D. Mário um banho
daqueles de todo o tamanho
de água fria e salgada!”

“Rum p’ra todos, siga a dança
que a festa reine na barca
mais um charuto de marca
para animar a festança
toca a atulhar a pança
honra a Sua Majestade
e desbundem à vontade
qu’inda a noite é’ma criança”!

Sorridente, D. José
à maralha assim falou
quando alguém se adiantou
um bruto dos da ralé
moveu-se pé-ante-pé
chegou-se à primeira fila
e com olhar de reguila
à moda Cais do Sodré

Abriu a boca cariada
olhando o almirantado
e em tom de voz bem gozado
arrimou de um’assentada:
“A maralha está banzada
tudo com cara de otário
não era a mona do Mário
que querieis ver coroada?!”

“Eh,eh,eh! sois uns dementes
pobres ingénuos, coitados
não passais vós de soldados
logo pouco inteligentes
as coisas são bem diferentes
do que vos possam parecer
a política, estão a ver?
é para os clarividentes

Ao dizer publicamente
que queríamos ver no trono
o D. Mário, esse mono
tínhamos um plano em mente
o de acabar finalmente
com esse velho danado
enterrou-se, está finado
suicidou-se, felizmente

Quanto aos laranjas malvados
e ao minorca que os chefia
irão ficar noite e dia
de mãos e pés bem atados
serão mantidos calados
por El-Rei da sua cor
que nos fará o favor
de os ter bem açaimados
E El-Rei está bem tramado
feito ao bife, estão a ver?
não se vai poder mexer
devido à pose de estado
temos tudo controlado
vão ser três anos de paz
digam lá se este rapaz
não é um iluminado?”

“Mas com D. Manuel, senhor
tendes um caso intrincado!…”
“Com D. Coelho a meu lado
não há porque ter temor
vai dizer-lhe sem favor
ou te portas à maneira
e acabas com a brincadeira
ou vais a’ndar meu amor!”

janeiro 08, 2006

De rosa se fez zarpar
para uma nova demanda
é D. José quem comanda
esta Nau em alto mar
dessa aventura sem par
de loucos navegadores
ouvi agora senhores
outra história de pasmar

Estando o nosso Capitão
impossível de aturar
aos berros e a gritar
mal disposto e rezingão
por causa do trambolhão
que o deixara entrapado
e à muleta agarrado
sem meter o pé no chão
Olhava p’rá enfermeira
rapariga “bem dotada”
olhos verdes, voz melada,
imigrante brasileira
que velara a noite inteira
p’lo pobre desafortunado
mantendo-o aconchegado
sentadinha à cebeceira

“Estou-te grato criatura
p’la tua dedicação
que suave é tua mão
quando muda a ligadura
que carinho, que ternura
ao dar-me banho mostraste
e com que cuidado trataste
estas feridas com tintura…”
“Dêche p’rá lá Capitão
eu ‘stou mais quiabituada
na massage sou danada
tenho jeito nessa mão
não agradeça, pois não
me chamo Maria Esperança
tenho casinha em Bragança
rua da Consolação”

“Em…Bragança?! Ai Deus me acuda
não digas isso a ninguém…”
“Ma…porrquê!? quié qui têm!?”
“Ia ser linda a barbuda!…
Trata de te fingires muda
se um dia alguém perguntar
como cá viste parar
já entendeste?…Caluda!”
“Se o Capitão o orrdena…”
É uma ordem!…já disse
ia ser bela a chatiçe
e não ia ser pequena
…Ora bem, minha morena
já estou vestido a rigor
chega-me aí por favôr
aquele tricórnio com pena

E agora vai chamar
o D. Jorge de Coelho
tenente do aparelho
a quem eu quero falar”

“Ora aqui estou, poxo entrar?”
“Pois claro que podes pá!
Vá depressa, entra lá
que a coisa vai azedar!”
” Anda mouro a querer galgar!?”
“Muito pior, estou tramado
ora lê lá o recado
que El-Rei me fez chegar”

“Humm…Mas que mozca lhe mordeu!?
em dez anos de Belem
nunca chateou ninguém
nunca o bedelho meteu!…
…ezta agora, amigo meu!…
fora o caso Santanázzz
nunca o gajo foi capazzz
de abrir a boca, Deus meu!”

“É por causa do Espanhol…”
“Qual ezzzpanhol!? Não ezzztou a ver!?…”
“Do Pina, estás a entender?
por causa do carcanhol!…”
“Do Pina!?…Do carcanhol!?…”
“Mas tu hoje estás estarola?
do Pina!…Da Iberdrola
estou-me a fazer entender?…”

“Ah!…já essstou a perceber!…
então tu achasss que é issso?…”
“E vem aí o chouriço
para ouvir se fazer
não sei se tu estás a ver
o que daqui vai sair
quando a populaça o vir
o que vai acontecer!…”

“É El-Rei, barco à vista!”
grita no alto o vigia
estava batendo o meio-dia
“Ora aí vem o artista!”
“Eu direi maisss: O sacrisssta
se é por issso que cá essstá!”
“Ai é é, olálá!!!
perdoa-me que eu insista!”

Subindo p’lo próprio pé
o escadaréu de cordame
qual trapezista no arame
foi direito a D. José
“Ora assim mesmo é que é
estás coxo mas aprumado
registo com muito agrado
esse teu acto de fé”

“A que devo a honraria
de tão ilustre visita
ó Majestade bendita
a esta hora do dia?”
-E a populaça ouvia
ardendo em curiosidade-
“Vim cá matar a saudade
desta Nau por companhia!

“Com que então vens de mansinho
meter-me o de dedo no cú
espera aí meu gabirú
que eu já te dou o caldinho
vais sair-te mal, tadinho
meu sacaninha sagaz
pensas que eu sou Santanás
a quem tu fizes-te o ninho?”

Pensava assim D. José
ao olhar perversamente
p’ró Rei que na sua frente
tinha fincado o seu pé
Foi então que da ralé
se ouviu alguém a bradar
“El-Rei vem cá p’ra falar
da E.D.P., já se vê!”

“Quem foi o engracadinho…?”
“Fui eu porquê? quer bater?
digo-lhe e torno a dizer
sem tirar um bocadinho
acha que eu sou adivinho
ou que povo é parvalhão
que não entende a razão
de todo este burburinho?

Você e a corte rosa
no caso da Iberdrola
meteram o pé na arola
fizeram merda da grossa!”
“Descarado!…Minha Nossa…”
“Qual descarado, qual quê?!
pois saiba vossa mercê
que aqui ao Zé Barbosa
Lhe ensinaram na escola
primária de Massarelos
como um tal de Vasconcelos
que defendia a espanhola
à espadeirada e à pistola
atiraram o madraço
pela janela do paço
chutando-o como uma bola!

Nesse tempo Capitão
o povo tinha tomates
e tratava dos dislates
com a sua própria mão
a todo aquele que á traição
vendia o próprio país
p’los amores da meretriz
ou p’la gula do cifrão

E se a malta hoje em dia
agarasse nos marmelos
e os levasse p’los cabelos
para o cesto do vigia
rezava uma Avé Maria
e empurrava o poltrão
desde o alto até ao chão
o que é que acontecia?

“Tratados” com tal justeza
seria remédio santo
só que claro, entretanto
por força dessa limpeza
virava pernas a mesa
e os vossos oficiais
sabujos e outros mais
iam todos de certeza!

Neste coito de ladrões
pulhas, canalhas, traidores
agiotas, estupores
filhos de puta, cabrões
trepaceiros e poltrões
aldrabões e vigaristas
agiotas, prestamistas
há p’rá aí uns dez milhões

Esta Nau que correu mundo
há muito perdeu o Norte
e vai navegando à sorte
não tarda estará no fundo
o fétido cheiro imundo
da traição e da devassa
deixa no ar quando passa
um cheiro nauseabundo!”

El-Rei com ar espantado
e com a lágrima no olho
escutou Barbosa, o Zarolho
e foi-se de rabo alçado
D. José saltou siderado
estava lívido, quase rôxo
esqueceu-se que estava côxo
e caiu ao mar, coitado.

janeiro 01, 2006

Lá Vem a Nau Catrineta que tem muito que contar…
De rosa se fez zarpar
para uma nova demanda
é D. José quem comanda
esta Nau em alto mar
dessa aventura sem par
de loucos navegadores
ouvi agora senhores
outra história de pasmar

A azáfama tinha tomado
conta desta Nau sagrada
cantando e rindo animada
estava a malta em todo o lado
Do seu penar desgraçado
nestes dias de folguedo
calava-se e em segredo
esquecia-se do seu fado

Um estendia um festão
outro enrolava fitinhas
outro enchia garrafinhas
de espumante do Esporão
Um outro tinha na mão
uma dúzia de rabichas
e explicava ao Barbichas
como chegar-lhe o tição

Aquilo é que ia ser
um fim de ano de espantar
e punham-se a adivinhar
até já estavam a ver
o que ia acontecer
tudo a cantar e a dançar
que loucura de arrasar
até ao amanhecer

Mas quando a sorte asquerosa
persiste em dizer-nos não
até a pôrra do pão
sabe a bosta mal cheirosa
quando a sina desditosa
teima em não desaparecer
que pode um homem fazer
contra a saga dolorosa?

Ora isto tem a ver
com o que a seguir se passou
e num segundo virou
o edílico prazer
a que a malta se entregava
como acima relatava
num sonho mau, de morrer

D. José o Capitão
um nobre amante da neve
fora à Suíça, a Geneve
armar-se em galo papão
levantando os pés do chão
dera um malhanço de arromba
espetando pernas e tromba
num pinheiro do Cantão

Tinha o joelho entrapado
que mais parecia um trambolho
mais um derrame num olho
e um tornoselo inchado
só com um pé o desgraçado
deste Capitão da treta
surgiu na Nau de muleta
na qual vinha pendurado

Vendo a malta embasbacada
com os olhos postos em si
sentia-se a mais ali
plantado ao cimo da escada
sentiu a altura chegada
de dar uma explicação
sobre o adiar ou não
da festarola aprazada

“Pensa Zé, e com cuidado
arranja uma solução
se lhes dizes que o festão
vai ter que ser adiado
de certeza estás tramado
pois na próxima eleição
estes cabritos irão
deitar-te à água, e fardado!”

“Marujos, estou desolado
por vós a quem tanto adoro
não tarda nada ‘inda choro
qual Kalimero ao quadrado
sabei, estou desesperado
e nem sei o que dizer
que mais vai acontecer
neste barco desgraçado?”

“Mas Senhor, o vosso estado
não vai cancelar a festa
ide dormir uma sesta
e descansai um bocado
tenho um plano gizado
que será a solução
escutai com atenção
pois é muito bem esgalhado!”

“Um plano!? Diz depressa!…”
“Nós não somos todos burros
Trongos, nabos e canhurros
embora a vós vos pareça
Veio-me agora à cabeça
ao vê-lo assim, ora bom:
misturar o Reveillon
com o Entrudo, ora essa!”

“Queres dizer…com o Carnaval!?”
“Ou isso, também pode ser
fica já aperceber
e a entender tal e qual
Estando o senhor afinal
com a pena feita num oito
É só trazer do Magoito
o papagaio real…”

“D. Coelhone!?…de que jeito!?…”
“Quem mais poderia ser?
pinta-o de verde, está a ver?
põe-no no ombro direito
pála no olho a preceito
e está quase mascarado
para o fim fica guardado
o artífice mais perfeito…”

“A muleta vai bugiar
põe uma perna de pau
veste uma cara de mau
siga a festa sem parar
bebe rum até fartar
tranformado num corsário
e já não passa p’lo otário
que deu barraca a esquiar