Lá Vem a Nau Catrineta (14 e 15)

julho 24, 2004

Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à Proa
Santanás a comandar
Ouvi agora senhores
uma história de pasmar

D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
tachos pratos e panelas
D. Pereira na enfermaria
conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
põe vaselina nos mastros

Berra então o Santanás
Alguém me chama a Teresa?
Vamos ver se ela é capaz
De ajudar na defesa

Na defesa?!!!, urra a pandilha
Isso é coisa p’ra macho!
Por favor, meu comandante
Arranjai-lhe um outro tacho!

Mas eu já lhe prometi
Que chegava a general
Na última noite em que vi
Comigo na Kapital

Ela é tão loira, tão IN
Põe qualquer um a ganir
Como uma beldade assim
Só sinto a braguilha a abrir

Até vocês, seus coirões
Trabalhavam a dobrar
Com uma força de leões
Sentindo a vossa a inchar

Mas como devem ser gays
Vou arranjar outro macho
E para a minha Teresinha
Vou arranjar outro tacho

Vai-vos tratar da Cultura
Ó corja de rufiões
Deitar fora esta docura
Que destroça corações?

Nem pensar, ouvides bem?
Pois quem é que manda aqui?
Já agora, quero tmbém
Uma sala oval para mim

Ó carpinteiro de escala!
Berra Santana a valer
Constroi-me já essa sala
Que já tenho a pele a arder

E a vós, que sois uns machões
Eu dito o ponto final
Façam sózinhos, coirões
O trabalho manual

julho 18, 2004

Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à Proa
Santanás a comandar
Ouvi agora senhores
uma história de pasmar

D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
tachos pratos e panelas
D. Pereira na enfermaria
conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
põe vaselina nos mastros

D. Durão deu à soleta
Enjoou de andar à vela
e Santa Manuela Forreta
largou-os sem lhes dar trela

Aflito El-Rei Sampaio
com estas novas tão más
disse aos bobos de soslaio
Chamai lá o Santanás

Aqui estou meu Senhor
vós mandasteis-me chamar?
soube agora desse horror
D. Durão vai desertar?

Cala-te lá meu charmoso
Não me lixes mais a vida
Troco um cherne mal-cheiroso
Por um carapau de corrida?

Pobre da Nau Catrineta
Já lamento a tua sorte
Esta marinhagem da treta
Nem sabe onde fica o Norte

Parece que já estou vendo
Em vez de descobrir mundo
Ao primeiro pé de vento
Espetam com o barco no fundo

Ou então este matraque
Com pinta de Valentino
Gasta -me a massa do saque
Nas boites do caminho

Não se aflija meu Rei
Que agora vou assentar
Pois depois do que penei
Cheguei onde quiz chegar

E por aquilo que passei
Aqui que ningém nos escuta
Eu quero mesmo é ser Rei
E vamos embora à luta

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