Lá Vem a Nau Catrineta (13)

Abril 24, 2004

Abril 24, 2004

Lá vem a Nau Catrineta
que tem muito que contar
S. Paulo Portas à proa
D. Burroso a comandar
ouvi agora senhores
esta história de pasmar

S. Bagão trata do pré
Santa Manuela do saque
o resto desta pandilha
pronta a passar “ao ataque!”

Sobe à gávea Arnaultzinho
meu marinheiro maçon
diz-me o que é que em Portugal
não anda em caminho bom

É para já meu capitão
que para subir é comigo
com este ar de campeão
sou melhor que o Luís Figo

Deixa-te lá de ser vaidoso
para Narciso basto eu
esconde lá esse ar charmoso
e sobe-me o escadaréu

Já comecei a espreitar
e à vista da minha lente
vejo ali p’ra Gondomar
uma catrefa de gente

Povo simples, jornalistas
da rádio e da televisão
dos jornais e das revistas
do Amaral e Balsemão

Falam todos de um apito
a quem chamam de dourado
está meio mundo aflito
muito ilustre engavetado

Até o tio Valentim
foi parar ao Xilindró
nunca se viu nada assim
que grande forrobodó

Dizem que para a limpeza
do mundo do futebol
vão precisar com certeza
de toneis de sonasol

E também de raticida
tal é a praga instalada
e ainda insecticida
para as melgas da molhada

Mas… ó Santíssima Trindade
não é que falam de mim?
mas isso não é verdade
eu metido no chinfrim?

Eu sou filho do Grão Mestre
do Oriente Lusitano
e um Maçon nunca desce
a merdas deste plano

Já foram longe de mais
os brincalhões da justiça
há Majores e Generais
que estão metidos à liça

Ponham um ponto final
nesta peça p’rós dementes
não façam tão natural
não sejam tão convincentes

Convém que se vá dando um ar
de que a justiça funciona
mas não convém abusar
Ouvis-te, amiga Cardona?

Pára lá com esse béu-béu
ó maçonzinho charmoso
agora pergunto eu
o teu senhor D. Barroso

Não houve em tempos um Cunha
que levantou o problema?
não falava da “tremunha”?
não falava do “sistema”?

E toda a gente gozava
e lhe chamava gágá?
afinal o que afirmava
parece que existe, pá!

O homenzinho é vivaço
tem miolos e nariz
não seria um bom passo
convidá-lo para o S.I.S.?

Mas o homem é do P.S.
ó meu senhor D. Durão
por isso veja se esqueçe
essa triste conclusão

Acho que tendes razão
meu pequeno maçonzito
pois não podia ser, não
havia de ser bonito

Em podendo o sacaninha
acabava com a barbuda
descascava a laranjinha
e era um Deus-nos-Acuda

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